sábado, 2 de outubro de 2010

Apenas mais um dia


Pessoas, se eu tivesse apenas mais um dia, viveria minha vida pelo certo, encontraria um caminho para amar todos os dias, amaria mais vezes, diferentes pessoas...
Se eu tivesse apenas mais um dia, deixaria de mentir, me mostraria em plenitude a quem quisesse ver e saber quem sou eu de verdade, deixaria as palavras que percorrem ardentes em minha entranhas e trancam em minha garganta sairem naturalmente sem receio das reações.
Se eu tivesse apenas mais um dia, deixaria de tragar as angústias, andaria de pés no chão, mergulharia na imensidão dos meus sonhos, correria para longe daqui...
Mas não, eu tenho muitos dias a mais, e um profundo medo do passado.
Pessoas, se eu tivesse apenas mais um dia, viveria minha vida pelo certo, eu viveria.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Status, pra que te quero?


Sempre fiz as vezes do cara politicamente correto. Até aqui levei uma vida de mentiras, eu nunca quis ser esse cara, e o fazia por aceitação, o grande problema era que eu não me aceitava, mas achava legal o orgulho que algumas pessoas sentiam de mim, vi isso nos olhos da minha mãe ao saber que o filho dela havia ganho uma bolsa na faculdade, por duas vezes, e também vi a decepação nos olhos dela ao saber que estranhamente eu não aceitaria as bolsas, fui crucificado por um monte de pessoas, para cada um dava um motivo diferente, mas a verdade é que aceitando eu entraria no mundo deles... Sempre gostei de estudar, mas estudar o que eu achava interessante, não o que a sociedade quer que eu aprenda, há tantas coisas interessantes sobre a vida que eu quero saber e não sei, e eu passaria 5 longos anos me atentando a aprender como administrar uma empresa... Não, nem de longe foi isso que eu que quis para minha vida, já vivi tempo demais a merce do que a sociedade acha correto, e aos olhos dela o que importa são as cifras, e dinheiro é bom sim, se essa é a pergunta, mas dona Marisa fez de mim um homem e não uma puta. Aos 20 anos de idade eu continuo sem saber o que quero ser quando crescer, talves eu deixe a barba crescer e vire hippie, enfim, vou fazer aquilo que eu acho certo, e não o que alguns burocratas do sistema julgam correto, o certo deles pra mim é errado, destrói a alma das pessoas, os cegam em busca da perfeição através de capital, bem vindo ao capitalismo. Se ainda não sei o que quero ser, ao menos já sei o que não quero ser, não quero ser igual eles.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Malditos sapatos


Ando angustiado com a monotonia, tento ser diferente daqueles que pra mim não são ninguém, mas no fim esbarro na condição da semelhança com os mesmos. Tenho pressa para que as coisas aconteçam, mas no fim nada acontece, e eu continuo a andar, a dormir, de quarto em quarto, sem um paradeiro fixo, sem companhias fixas, sem companheiras fixas, hoje tudo é passageiro, quando penso em gostar de algum lugar, gostar de alguém, já é hora de ir embora e voltar para o lugar que pra mim hoje trata-se de um pequeno inferno, o lugar onde minhas piores recordações se fazem presentes, e o que é pior, as melhores também, o lugar onde abortei grande parte dos meus sonhos. Mas foi lá onde vivi meus melhores dias, onde conheci pessoas que hoje posso chamar de amigos, onde ao lado deles com os pés descalço passava horas correndo atrás de uma bola... Enquanto lá alguns ainda andam descalços, eu retorno de sapatos, os malditos sapatos, que me colocam em uma condição que invejam alguns e ante aquilo que almejo me rebaixa. Foi lá que dei minhas primeiras pedaladas de bicicleta, pedalas essas que eram demarcadas por poucos metros, as esquinas demarcavam os limites, e eu não precisava mais do que aquilo, passava horas andando de uma lado para o outro naquele curto espaço que pra mim era o suficiente, hoje os limites são maiores, são demarcados pelas fronteiras do Brasil, até alguns dias atrás eram suficientes, hoje já não é mais ante um mundo enorme que há la fora, e que talvez me aguarde de braços abertos, ou talvez não, mas como eu vou saber, se continuar aqui vestindo esses sapatos apertados, sendo igual a eles, vivendo entre picuinhas, sofrendo por coisas tão tolas...
Tenho uma enorme vontade de largar tudo, passo boa parte do meu dia pensando nisso, virou uma obsessão, e no final sempre me ocorre a mesma pergunta, mas que tudo? Não tenho nada, pelo menos nada do que eu almejei para minha vida, dimensionei importância demais para coisas e e pessoas que não merecem tanto, e acabei me viciando em lugar pequeno, com pessoas pequenas, com pensamentos pequenos, e entre esses eu me fazia presente, com meu maldito ópio naquele lugar que era perfeito para os sonhos de um guri e pequenos para os anseios de um homem, naquele lugar que me impõe limites, que me cega. E eu não quero limites, não quero padrões, não quero ideologias, só quero descobrir, o que já foi descoberto mas não usufruido, quero deixar de ser um rotineiro, para um dia quem sabe alcançar o status de pioneiro. Salve Henry Ford.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Sintomas

É a relação perfeita, ao seu lado vivo em êxtase, nossa convivência não é tão intensa, pelo menos não tanto quanto eu gostaria, aqui em casa ela não é muito aceita, ninguém sabe o quanto sou feliz ao seu lado, sendo assim me escondo, e assim me encontro, na mais natural das introspecções, só ela mensura ao certo a análise interior que devo fazer de mim mesmo, com ela me encontro fora da realidade, em outra dimensão. Se me perguntarem por quê? Eu digo sem cerimônias, porque ela me faz levitar, sair do mundo real, em um simples tocar dos lábios os batimentos cardíacos se elevam de 60-80 para 120-140 bpm, enquanto a alma descansa em um ritmo desacelerado, a percepção do humor se aguça, meu riso sai sem motivos, aumenta-se a sensualidade, o libido, incontrolável o corpo sucumbe ante a letargia que me tira as forças, então já é hora de dormir, o melhor dos sonos, e em seguida acordar, contraditoriamente não mais com os olhos vermelhos, mas de novo no triste e sistemático mundo real.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Como ser um cara descolado no orkut e na vida


Primeiro você precisa de um óculos escuro maneiro, em seguida precisa tirar uma foto com o mesmo dentro do seu quarto, mesmo que lá dentro não haja sol, mas desde quando óculos de SOL foi feito para se usar no SOL? Mas não é só isso que vai fazer de você um cara respeitado, você precisa de frases do Bob no seu "quem sou eu" e deixar bem claro a todos que você fuma maconha... Esses dois itens já vão o fazer um cara super legal, mas ainda assim não vai conseguir ter 900 amigos, precisamos de mais coisas.
Bom, vá para a praia, tire muitas fotos lá, se você for bombadinho é melhor, dentro do álbum da praia que você vai entitular de "ahh o verão..." precisa ter a foto de uma geladeira com muitas bebidas dentro. Crie um "bonde", de a ele o nome mais idiota que conseguir, mas coloque no orkut só as siglas do seu "bonde", todo mundo vai querer saber do que se trata, tire fotos com cara de mau ao lado dos integrantes do seu grupo. Assassinar a lingua portuguesa é extremamente importante, até por que pra você ser legal mesmo, precisa ter concluído o ensino médio no EJA, que foi pago pelo seu pai, junto com as prestações do seu carro. Falando em carro, pegue o seu sexta feira a noite e vá até o posto de gasolina mais próximo, e lá você vai encontrar muitas pessoas legais, iguais a você... E eu que pensava que postos de GASOLINA fossem feitos para colocar GASOLINA, que idiota eu ehm?!
Siga esses passos e seja um imbecil, digo, um cara descolado.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Reencontrando Porto Alegre...


Faziam meses que eu não visitava a capital do RS, fiz isso em um domingo de manhã, tinha alguns compromissos no centro, na saudosa Rua da Praia. Era cedo quando atravessei a Av. Farrapos, por volta de 7 horas, foi nesse momento que eu me lembrei o quanto aquele local é repugnante, a miséria e prostituição tomaram conta do lugar, senti pena das prostitutas que ali estavam, a temperatura estava na casa dos 5º, e lá estavam elas, semi nuas, caminhando de uma lado para o outro a fim de despertar o libido de alguns burgueses fracassados.
Enfim desci no centro, ali a miséria impera, o cheiro forte de urina impregnou meu nariz por um bom tempo, a cena que se via era deprimente, pessoas (se é que se pode chamar assim) deitadas por todo o canto, cobertas apenas por alguns retalhos de pano que certamente não eram suficientes para aquece-los... Perto da rodoviária uma cena me chamou a atenção, vi duas mulheres, carregavam consigo alguns copos e uma térmica grande, não sei ao certo o conteúdo da garrafa, mas devia ser algo quente para aquecer os corpos daqueles pobres miseráveis, e no fim é o que os resta, alimentar o corpo, pois suas almas a sociedade já matou. A pergunta que eu me fazia era, qual a motivação que aquelas duas mulheres tiveram para abandonar suas camas quentes em um dos domingo mais frios do ano, e tomar aquela atitude tão nobre? A resposta me ocorreu minutos depois, elas tem algo que eu não tenho, coragem, um bom coração eu também possuo, mas a miséria me da medo, o máximo que consigo fazer ao me deparar com um mendigo na rua é me certificar se a minha carteira está bem guardada, deplorável, não? Eu sinto vergonha de admitir isso, mas não passa da verdade, a sociedade me criou assim, me fez acreditar que os mais pobres tendem a ter menos caráter, o que não passa de uma grande mentira, caráter não é uma questão de dinheiro, as pessoas que mais me roubam são milionárias, residem em brasilia e atendem pela alcunha de parlamentar, e se eu passar por uma deles na rua, talvez abra um sorriso aperte sua mão e o prometa meu voto nas próximas eleições.

sábado, 24 de julho de 2010

Descobrindo o novo


Sou o resumo de uma historia que ainda tem importância, diante de tal circunstancia, clareio os olhos e procuro o melhor caminho na bifurcação do destino, guiado somente pela razão, o coração serve somente para bombear meu sangue. Salve a massa cefálica.
Sou uma contradição, a ventura vivida no singular, para muitos isso é contraditório, para mim não passa de paradigma, que eu quebro sendo indagado diariamente por aqueles que jogam a responsabilidade de suas felicidades no colo de outra pessoa. Vivo em um mundo que alguns chamam de mentira, eu apenas o chamo de atípico, é o meu mundo vivido do jeito que eu acho que deve ser vivido.
Sou o novo, nova semana, novos lugares, novas cores, as fotografias são sempre novas, psicodelias sem o uso de LSD, porém não sou nada psicodélico, se pudesse viveria em um mundo preto e branco, mas como dito antes, vivo num mundo surreal e me encaixo nele por pura diplomacia, politicagem, e eu faço isso com tanta destreza que as vezes sinto nojo de mim mesmo, ajudar burgueses a aumentarem suas cifras, sentar em suas mesas e fingir que seus assuntos me agradam sendo que a minha vontade era de dizer que eles não passam de arrogantes, hipócritas sem alma, é o lado negro do meu novo mundo.
Sou o que eu ainda não vivi e nem vi, não há preço que pague o descobrir do novo, o repontamento em novos lugares, cada nascer do sol, cada pessoa, são todos iguais, porem tão diferentes, e eu agradeço por poder presenciar tantas peculiaridades e ante disso descobrir que não sei nada da vida, que há muitas coisas que eu vou morrer sem descobrir, e que talvez eu morra sem saber até mesmo quem eu sou de verdade.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Perfil


Somos minoria, quase prisioneiros. Acorrentados pela hipocrisia, clamando por um pouco de inocência... Quem somos? Somos um pequena parte da sociedade

Vive-se sem ideologias, acredita-se em tudo que se vê e se diz, valores são invertidos, o bom já não é ser bom... Quem somos? Somos uma grande parte da sociedade

Acredita-se no amor, mas não o achamos no olhos de ninguém, amamos o próximo como a nós mesmos, não por mandamento e sim por opção... Quem somos? Somos poucos

Nos alienamos diante de instrumentos do capitalismo, queremos o sacrifício alheio para capitalizar, custe o que custar... Quem somos? Somos muitos

Luto pelo o que é certo, meus sentimentos são os mais puros, não quero o mal de ninguém, penso apenas no bem... Quem sou? Bom, talvez eu nem exista

Não luto, não a necessidade, deixo tudo ao acaso, o melhor que tenho a fazer é fechar meus olhos diante dos problemas... Quem sou? Não sou você?

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Rotinas e Convenções!


Hoje eu resolvi quebrar a rotina, ao invés da minha convencional aula matinal, sai do serviço e fui até o Gasômetro sozinho, me senti bem fazendo isso, um ato de extrema rebeldia da minha parte, de fazer inveja a Ernesto Guevara de La Serna (um dos maiores rebeldes da história), para um pseudo rebelde, como eu, foi o mesmo que eclodir a revolução Cubana, pois no mundo atual, uma pessoa que senta ao sol em uma terça-feira a tarde está condenado a marginalidade, a vagabundagem... Não só esse gesto, como qualquer outro que fuja as convenções impostas pelo sistema.
Mas bem, eu sentei em um canto e fiquei observando ao redor, era ali o melhor lugar que eu podia estar, só eu e meus pensamentos, e eu me perguntava por que só eu e ele estávamos ali, o cartão Postal de Porto Alegre, o por do sol mais belo do Brasil, entretanto, naquela momento poucos o aproveitava, todos estavam mais ocupados trancafiados em seus escritórios, enjaulados em seus ternos, acorrentados por suas gravatas, vivendo suas rotinas e contemplando as convenções capitalistas.
Como eu me senti bem aquele dia, esqueci todos os problemas, foi um belo fim de tarde, porém isolado, o mundo real me esperava.
Eu fico pensando, quantas pessoas realmente fazem hoje o que sonharam quando crianças? Pois eu nunca conheci uma que dissesse “quando eu crescer quero ser caixa de supermercado”, nem “quero ser auxiliar administrativo”, tão pouco vi uma criança dizer “mãe, eu quero ser um gestor da qualidade”, gostando ou não, existem muitos caixas, auxiliares administrativos, gestores da qualidade, dentre outros, e em algum momento de suas vidas essas pessoas tiveram que abortar seus sonhos.
Eu quando criança, queria ser jornalista, daqueles que viajam, escrevem sobre coisas legais conhecem pessoas interessantes, enfim, queria uma profissão que me permitisse ser livre, porém as convenções do dia-dia me levaram a bater meu primeiro cartão aos 15 anos, não que eu tenha gostado mas daí em diante não parei mais, hoje sou um reles desenhista em auto CAD, passo o dia dentro de um escritório, confeccionando peças, definitivamente não era isso que eu queria, mas aos 20 anos de idade na culminância da indecisão da maioria dos jovens, não posso dizer ainda que o meu sonho acabou, eu ainda desejo fazer o que eu gosto, mas o meu sonho começa quando eu boto a cabeça no travesseiro e termina ás 6h da manhã quando toca o despertador, e a cada dia que passa esse sonho vai ficando mais e mais distante, até que um dia talvez alguém consiga me convencer de que o que realmente importa é um emprego sólido, cuja objetivo central são as cifras, e fazer o que se gosta é uma utopia.
Mas enquanto esse dia não chega, continuo sonhando... Ah! O despertador já vai tocar.

P.S.: Escrevi esse texto a alguns meses atrás. Algumas coisas já mudaram de lá para cá, mas preferi não mexer no texto, mudei de emprego e hoje trabalho viajando, nada parecido com o meu sonho, mas é um começo :)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O que ninguém nos diz...


"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém"


A minha inspiração de hoje se dá pelo texto acima, escrito pelo Sir John Winston Ono Lennon, o qual exprime exatamente o que penso (hoje) sobre amores, paixões e afins.

O amor, ah! O amor... O sentimento mais belo e importante da vida, quando direcionado a quem merece.
E quem mais merece esse sentimento tão belo e puro somos nós mesmos, é necessário o amor próprio, do contrário, você será tratado como um verme, da pior espécie onde qualquer um poderá pisá-lo, sim, como tudo na vida tem dois lados, o amor não é diferente ele pode te levar a lugares incríveis, mas também pode fazer de você uma pessoa deplorável.
Outro tipo de amor, tão importante quanto o anterior é o amor pelo próximo, e o próximo em questão não é a sua vizinha gostosa, falo em um âmbito geral, ou seja, o amor coletivo, e se hoje o mundo está como está é pela falta do mesmo.
A semelhança entre esses dois tipos de amores, é que se você não os possuir, será sim uma pessoa desprezível.
O próximo amor é aquele oriundo de uma paixão arrebatadora, que o deixa com o coração acelerado, as pernas bambas, a fala angustiada e outras características peculiares, esse é melhor evitar, ele o deixa egoísta, faz com que você só pense na pessoa amada e esqueça até mesmo de si próprio, puro egoísmo. Parte desse a insanidade que faz com pensemos que a vida só tem sentido quando vivida a dois, que grande mentira, nascemos individuais, individuais e livres, e se assim é, por que prender-se? Por que humilhar-se? Por que perder sua personalidade? Algo que demorou a vida toda para conquistar, os seres humanos são essencialmente iguais, porém funcionalmente diferentes devido as suas personalidades, portanto não deixe que ninguém o torne iguais aos outros.
Viva por você, seja feliz pelo o que você faz, não deixe que ninguém dite o rumo que a sua vida deve tomar, afinal ninguém melhor do que você mesmo para saber o que é melhor para sua própria vida, acredite nas suas convicções e não no que os outros querem que você acredite, enfim não seja um egoísta. Parafraseando John Lennon “...Quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém...”
Enquanto você não encontrar-se em sua plenitude, preocupe-se mais com o seu cérebro do que com o seu coração, ou seja, aja mais com a razão do que com a emoção, pois o seu cérebro, se bem exercitado, nunca o decepcionara, já o coração é um “órgão” não pensante e totalmente vulnerável, jamais acredite em amor eterno, a eternidade em questão pode durar até amanhã, então você que se julgava a pessoa mais importante na vida de alguém, vai se deparar com o triste fato de ser apenas mais um. Sim o amor é um sentimento hipócrita, que faz você mentir, e mentir com convicção.
Confesso que é mais fácil escrever do que sentir, mas a alguns dias atrás, não mais do que isso, resolvi resgatar o meu amor próprio, e amar quem merece o meu amor, por enquanto minha família, e as pessoas a quem chamo de amigos, até aqui vem dando certo... Ame-se também, jamais se rasteje por ninguém, e ao invés de ser a metade de uma laranja, seja então o gomo de uma bergamota, cujas opções são bem maiores, esgote todas suas alternativas até encontrar o gomo da sua vida.

terça-feira, 22 de junho de 2010

É copa do mundo, amigo!



Eu fico abismado, com a mobilização e o frisson que uma copa do mundo causa nas pessoas, principalmente nos brasileiros, por aqui o futebol tomou uma proporção que beira o fanatismo... E as perguntas que eu me faço são as seguintes: Por que é necessário haver uma copa do mundo para se ver uma nação unida em prol de um objetivo? Por que a variação da jabulani é mais importante que a variação do dólar? Assim como um eventual confronto entre Brasil e Argentina ganha maior notoriedade do que confrontos na faixa de gaza, entre Israel e Palestina, mas não precisamos ir até a faixa de gaza para ver confrontos, basta ir até o RJ, ou até minha rua, tem bastante, porém, não são noticiados nem no jornal do bairro, enquanto a copa do mundo, ganha a atenção de todos os meios de comunicação existentes.
E se não bastasse à notoriedade exagerada, o jogos mudam a rotina de todo o País, é um absurdo instituições de ensino, empresas privadas e órgão públicos reduzirem suas carga horárias para assistir a uma partida de futebol, lamentável.
Não condeno o futebol, e sei que o mesmo, assim como qualquer outro esporte é um grande instrumento de ação social, também não discordo de quem diz que a “Copa é a confraternização entre os povos”, a questão é a necessidade de haver uma copa do mundo para que haja essa confraternização, já que há problemas imensamente mais importantes a serem resolvidos e que não ganham a atenção devida.
Deve ser em virtude dessa “alucinação coletiva”, que as eleições “coincidentemente” ocorrem em anos de copa ou olimpíadas, uma tentativa (bem sucedida) de anestesiar a sociedade, e se o Brasil for campeão, pronto, o circo está fechado, acaba-se a fome, a desigualdade, o desemprego, pelos menos é o que parece, outros motivos não seriam dignos de tamanha mobilização e euforia.
Há ainda um movimento repugnante de endeusamento aos jogares por parte da mídia, se ganham são tratados como heróis, e se perdem, uma tristeza imensa cai sobre o país, Fátima Bernardes quase chora na hora de noticiar a perda, mas não dura muito, em fevereiro tem carnaval, e antes disso tem Big Brother, e ai surgem novos heróis, enquanto isso homens que realmente fizeram, ou fazem algo pela nação caem no esquecimento em um piscar de olhos. É lamentável que um país dono de tantas riquezas naturais, tenha que usar o futebol, carnaval, novelas e afins, para despertar o patriotismo do povo, em mim desabrocha sentimentos contrários, vergonha, por exemplo, seguido de revolta, a qual expressa aqui.
Vivemos no país do mensalão, dos dólares na cueca, o país da corrupção, do desemprego, da desigualdade, entretanto, esqueçamos os problemas, é copa do mundo, amigo! Nós somos penta e talvez nossos “heróis” nos tragam o hexa, comemoremos a ignorância.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mudanças!

Elas são inevitáveis, as mudanças.
Mudanças psicológicas, mudanças físicas, de estado de espírito, enfim todo o tipo de metamorfose se faz necessária, principalmente na atualidade... Junto com a globalização veio o comodismo, devido as facilidades impostas pela tecnologia, é muito mais fácil mudar de canal com o controle remoto, seguido de que é muito mais simples assistir a um filme do que ler um livro, partindo dessas teses, a transformação é uma grande ferramenta para a não alienação do ser humano, em suma, mudar significa evoluir, mudar de um patamar para alcançar outro, ora melhor, ora pior, mas a vida é feita de riscos, e se não fosse assim, quão sem graça seria. Para alguns acomodados que não sabem o prazer da vida, ela seria melhor se seguisse uma linha continua, sem surpresas.
Já dizia Friedrich Nietzsche: "Para a maioria, quão grande pequena é a porção de prazer que basta para fazer a vida agradável." o mesmo Nietzsche, que junto com Karl Marx, tentou mudar toda uma civilização, não conseguiram aplicar o seu sistema (Marxismo), mas na tentativa de mudança, mais precisamente com "o manifesto comunista" mudaram o pensamento capitalista de toda uma nação, enfim, as mudanças nem sempre precisam acontecer concretamente para que haja uma evolução.
Eu acredito que a melhor linha que se tem a viver, é a tênue, entre amor e ódio, riqueza e pobreza, felicidade e tristeza, viver entre extremos, pois só sabemos realmente o que é bom quando conhecemos o lado ruim do mesmo.
Sempre há coisas que por mais mal que nos façam, é complicado mudar, mesmo as evidências sendo grandes, o apego é maior, mas isso geralmente acontece quando envolve amor, e ai por não se tratar de uma ciência exata, nem o maior psicanalista do mundo, Sigmund Freud, conseguiria explicar... Mas bem, deixamos o coração de lado, assunto que eu não domino.
O ano de 2010 chegou cheio de mudanças pra mim, emprego, estilo, gostos, lugares, dentre outros, e eu sinto que ainda me reserva grandes reviravoltas, que sejam bem vindas!
Fica a dica a quem ler essas bobagens, mude, mude de cabelo, de emprego, de casa enfim, mude seus hábitos e costumes, sem medo de arriscar.