quarta-feira, 30 de junho de 2010

Perfil


Somos minoria, quase prisioneiros. Acorrentados pela hipocrisia, clamando por um pouco de inocência... Quem somos? Somos um pequena parte da sociedade

Vive-se sem ideologias, acredita-se em tudo que se vê e se diz, valores são invertidos, o bom já não é ser bom... Quem somos? Somos uma grande parte da sociedade

Acredita-se no amor, mas não o achamos no olhos de ninguém, amamos o próximo como a nós mesmos, não por mandamento e sim por opção... Quem somos? Somos poucos

Nos alienamos diante de instrumentos do capitalismo, queremos o sacrifício alheio para capitalizar, custe o que custar... Quem somos? Somos muitos

Luto pelo o que é certo, meus sentimentos são os mais puros, não quero o mal de ninguém, penso apenas no bem... Quem sou? Bom, talvez eu nem exista

Não luto, não a necessidade, deixo tudo ao acaso, o melhor que tenho a fazer é fechar meus olhos diante dos problemas... Quem sou? Não sou você?

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Rotinas e Convenções!


Hoje eu resolvi quebrar a rotina, ao invés da minha convencional aula matinal, sai do serviço e fui até o Gasômetro sozinho, me senti bem fazendo isso, um ato de extrema rebeldia da minha parte, de fazer inveja a Ernesto Guevara de La Serna (um dos maiores rebeldes da história), para um pseudo rebelde, como eu, foi o mesmo que eclodir a revolução Cubana, pois no mundo atual, uma pessoa que senta ao sol em uma terça-feira a tarde está condenado a marginalidade, a vagabundagem... Não só esse gesto, como qualquer outro que fuja as convenções impostas pelo sistema.
Mas bem, eu sentei em um canto e fiquei observando ao redor, era ali o melhor lugar que eu podia estar, só eu e meus pensamentos, e eu me perguntava por que só eu e ele estávamos ali, o cartão Postal de Porto Alegre, o por do sol mais belo do Brasil, entretanto, naquela momento poucos o aproveitava, todos estavam mais ocupados trancafiados em seus escritórios, enjaulados em seus ternos, acorrentados por suas gravatas, vivendo suas rotinas e contemplando as convenções capitalistas.
Como eu me senti bem aquele dia, esqueci todos os problemas, foi um belo fim de tarde, porém isolado, o mundo real me esperava.
Eu fico pensando, quantas pessoas realmente fazem hoje o que sonharam quando crianças? Pois eu nunca conheci uma que dissesse “quando eu crescer quero ser caixa de supermercado”, nem “quero ser auxiliar administrativo”, tão pouco vi uma criança dizer “mãe, eu quero ser um gestor da qualidade”, gostando ou não, existem muitos caixas, auxiliares administrativos, gestores da qualidade, dentre outros, e em algum momento de suas vidas essas pessoas tiveram que abortar seus sonhos.
Eu quando criança, queria ser jornalista, daqueles que viajam, escrevem sobre coisas legais conhecem pessoas interessantes, enfim, queria uma profissão que me permitisse ser livre, porém as convenções do dia-dia me levaram a bater meu primeiro cartão aos 15 anos, não que eu tenha gostado mas daí em diante não parei mais, hoje sou um reles desenhista em auto CAD, passo o dia dentro de um escritório, confeccionando peças, definitivamente não era isso que eu queria, mas aos 20 anos de idade na culminância da indecisão da maioria dos jovens, não posso dizer ainda que o meu sonho acabou, eu ainda desejo fazer o que eu gosto, mas o meu sonho começa quando eu boto a cabeça no travesseiro e termina ás 6h da manhã quando toca o despertador, e a cada dia que passa esse sonho vai ficando mais e mais distante, até que um dia talvez alguém consiga me convencer de que o que realmente importa é um emprego sólido, cuja objetivo central são as cifras, e fazer o que se gosta é uma utopia.
Mas enquanto esse dia não chega, continuo sonhando... Ah! O despertador já vai tocar.

P.S.: Escrevi esse texto a alguns meses atrás. Algumas coisas já mudaram de lá para cá, mas preferi não mexer no texto, mudei de emprego e hoje trabalho viajando, nada parecido com o meu sonho, mas é um começo :)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O que ninguém nos diz...


"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém"


A minha inspiração de hoje se dá pelo texto acima, escrito pelo Sir John Winston Ono Lennon, o qual exprime exatamente o que penso (hoje) sobre amores, paixões e afins.

O amor, ah! O amor... O sentimento mais belo e importante da vida, quando direcionado a quem merece.
E quem mais merece esse sentimento tão belo e puro somos nós mesmos, é necessário o amor próprio, do contrário, você será tratado como um verme, da pior espécie onde qualquer um poderá pisá-lo, sim, como tudo na vida tem dois lados, o amor não é diferente ele pode te levar a lugares incríveis, mas também pode fazer de você uma pessoa deplorável.
Outro tipo de amor, tão importante quanto o anterior é o amor pelo próximo, e o próximo em questão não é a sua vizinha gostosa, falo em um âmbito geral, ou seja, o amor coletivo, e se hoje o mundo está como está é pela falta do mesmo.
A semelhança entre esses dois tipos de amores, é que se você não os possuir, será sim uma pessoa desprezível.
O próximo amor é aquele oriundo de uma paixão arrebatadora, que o deixa com o coração acelerado, as pernas bambas, a fala angustiada e outras características peculiares, esse é melhor evitar, ele o deixa egoísta, faz com que você só pense na pessoa amada e esqueça até mesmo de si próprio, puro egoísmo. Parte desse a insanidade que faz com pensemos que a vida só tem sentido quando vivida a dois, que grande mentira, nascemos individuais, individuais e livres, e se assim é, por que prender-se? Por que humilhar-se? Por que perder sua personalidade? Algo que demorou a vida toda para conquistar, os seres humanos são essencialmente iguais, porém funcionalmente diferentes devido as suas personalidades, portanto não deixe que ninguém o torne iguais aos outros.
Viva por você, seja feliz pelo o que você faz, não deixe que ninguém dite o rumo que a sua vida deve tomar, afinal ninguém melhor do que você mesmo para saber o que é melhor para sua própria vida, acredite nas suas convicções e não no que os outros querem que você acredite, enfim não seja um egoísta. Parafraseando John Lennon “...Quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém...”
Enquanto você não encontrar-se em sua plenitude, preocupe-se mais com o seu cérebro do que com o seu coração, ou seja, aja mais com a razão do que com a emoção, pois o seu cérebro, se bem exercitado, nunca o decepcionara, já o coração é um “órgão” não pensante e totalmente vulnerável, jamais acredite em amor eterno, a eternidade em questão pode durar até amanhã, então você que se julgava a pessoa mais importante na vida de alguém, vai se deparar com o triste fato de ser apenas mais um. Sim o amor é um sentimento hipócrita, que faz você mentir, e mentir com convicção.
Confesso que é mais fácil escrever do que sentir, mas a alguns dias atrás, não mais do que isso, resolvi resgatar o meu amor próprio, e amar quem merece o meu amor, por enquanto minha família, e as pessoas a quem chamo de amigos, até aqui vem dando certo... Ame-se também, jamais se rasteje por ninguém, e ao invés de ser a metade de uma laranja, seja então o gomo de uma bergamota, cujas opções são bem maiores, esgote todas suas alternativas até encontrar o gomo da sua vida.

terça-feira, 22 de junho de 2010

É copa do mundo, amigo!



Eu fico abismado, com a mobilização e o frisson que uma copa do mundo causa nas pessoas, principalmente nos brasileiros, por aqui o futebol tomou uma proporção que beira o fanatismo... E as perguntas que eu me faço são as seguintes: Por que é necessário haver uma copa do mundo para se ver uma nação unida em prol de um objetivo? Por que a variação da jabulani é mais importante que a variação do dólar? Assim como um eventual confronto entre Brasil e Argentina ganha maior notoriedade do que confrontos na faixa de gaza, entre Israel e Palestina, mas não precisamos ir até a faixa de gaza para ver confrontos, basta ir até o RJ, ou até minha rua, tem bastante, porém, não são noticiados nem no jornal do bairro, enquanto a copa do mundo, ganha a atenção de todos os meios de comunicação existentes.
E se não bastasse à notoriedade exagerada, o jogos mudam a rotina de todo o País, é um absurdo instituições de ensino, empresas privadas e órgão públicos reduzirem suas carga horárias para assistir a uma partida de futebol, lamentável.
Não condeno o futebol, e sei que o mesmo, assim como qualquer outro esporte é um grande instrumento de ação social, também não discordo de quem diz que a “Copa é a confraternização entre os povos”, a questão é a necessidade de haver uma copa do mundo para que haja essa confraternização, já que há problemas imensamente mais importantes a serem resolvidos e que não ganham a atenção devida.
Deve ser em virtude dessa “alucinação coletiva”, que as eleições “coincidentemente” ocorrem em anos de copa ou olimpíadas, uma tentativa (bem sucedida) de anestesiar a sociedade, e se o Brasil for campeão, pronto, o circo está fechado, acaba-se a fome, a desigualdade, o desemprego, pelos menos é o que parece, outros motivos não seriam dignos de tamanha mobilização e euforia.
Há ainda um movimento repugnante de endeusamento aos jogares por parte da mídia, se ganham são tratados como heróis, e se perdem, uma tristeza imensa cai sobre o país, Fátima Bernardes quase chora na hora de noticiar a perda, mas não dura muito, em fevereiro tem carnaval, e antes disso tem Big Brother, e ai surgem novos heróis, enquanto isso homens que realmente fizeram, ou fazem algo pela nação caem no esquecimento em um piscar de olhos. É lamentável que um país dono de tantas riquezas naturais, tenha que usar o futebol, carnaval, novelas e afins, para despertar o patriotismo do povo, em mim desabrocha sentimentos contrários, vergonha, por exemplo, seguido de revolta, a qual expressa aqui.
Vivemos no país do mensalão, dos dólares na cueca, o país da corrupção, do desemprego, da desigualdade, entretanto, esqueçamos os problemas, é copa do mundo, amigo! Nós somos penta e talvez nossos “heróis” nos tragam o hexa, comemoremos a ignorância.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mudanças!

Elas são inevitáveis, as mudanças.
Mudanças psicológicas, mudanças físicas, de estado de espírito, enfim todo o tipo de metamorfose se faz necessária, principalmente na atualidade... Junto com a globalização veio o comodismo, devido as facilidades impostas pela tecnologia, é muito mais fácil mudar de canal com o controle remoto, seguido de que é muito mais simples assistir a um filme do que ler um livro, partindo dessas teses, a transformação é uma grande ferramenta para a não alienação do ser humano, em suma, mudar significa evoluir, mudar de um patamar para alcançar outro, ora melhor, ora pior, mas a vida é feita de riscos, e se não fosse assim, quão sem graça seria. Para alguns acomodados que não sabem o prazer da vida, ela seria melhor se seguisse uma linha continua, sem surpresas.
Já dizia Friedrich Nietzsche: "Para a maioria, quão grande pequena é a porção de prazer que basta para fazer a vida agradável." o mesmo Nietzsche, que junto com Karl Marx, tentou mudar toda uma civilização, não conseguiram aplicar o seu sistema (Marxismo), mas na tentativa de mudança, mais precisamente com "o manifesto comunista" mudaram o pensamento capitalista de toda uma nação, enfim, as mudanças nem sempre precisam acontecer concretamente para que haja uma evolução.
Eu acredito que a melhor linha que se tem a viver, é a tênue, entre amor e ódio, riqueza e pobreza, felicidade e tristeza, viver entre extremos, pois só sabemos realmente o que é bom quando conhecemos o lado ruim do mesmo.
Sempre há coisas que por mais mal que nos façam, é complicado mudar, mesmo as evidências sendo grandes, o apego é maior, mas isso geralmente acontece quando envolve amor, e ai por não se tratar de uma ciência exata, nem o maior psicanalista do mundo, Sigmund Freud, conseguiria explicar... Mas bem, deixamos o coração de lado, assunto que eu não domino.
O ano de 2010 chegou cheio de mudanças pra mim, emprego, estilo, gostos, lugares, dentre outros, e eu sinto que ainda me reserva grandes reviravoltas, que sejam bem vindas!
Fica a dica a quem ler essas bobagens, mude, mude de cabelo, de emprego, de casa enfim, mude seus hábitos e costumes, sem medo de arriscar.