
Sou o resumo de uma historia que ainda tem importância, diante de tal circunstancia, clareio os olhos e procuro o melhor caminho na bifurcação do destino, guiado somente pela razão, o coração serve somente para bombear meu sangue. Salve a massa cefálica.
Sou uma contradição, a ventura vivida no singular, para muitos isso é contraditório, para mim não passa de paradigma, que eu quebro sendo indagado diariamente por aqueles que jogam a responsabilidade de suas felicidades no colo de outra pessoa. Vivo em um mundo que alguns chamam de mentira, eu apenas o chamo de atípico, é o meu mundo vivido do jeito que eu acho que deve ser vivido.
Sou o novo, nova semana, novos lugares, novas cores, as fotografias são sempre novas, psicodelias sem o uso de LSD, porém não sou nada psicodélico, se pudesse viveria em um mundo preto e branco, mas como dito antes, vivo num mundo surreal e me encaixo nele por pura diplomacia, politicagem, e eu faço isso com tanta destreza que as vezes sinto nojo de mim mesmo, ajudar burgueses a aumentarem suas cifras, sentar em suas mesas e fingir que seus assuntos me agradam sendo que a minha vontade era de dizer que eles não passam de arrogantes, hipócritas sem alma, é o lado negro do meu novo mundo.
Sou o que eu ainda não vivi e nem vi, não há preço que pague o descobrir do novo, o repontamento em novos lugares, cada nascer do sol, cada pessoa, são todos iguais, porem tão diferentes, e eu agradeço por poder presenciar tantas peculiaridades e ante disso descobrir que não sei nada da vida, que há muitas coisas que eu vou morrer sem descobrir, e que talvez eu morra sem saber até mesmo quem eu sou de verdade.